Santo André, * *
Por: Viviane Barbosa, da Redação do Sindserv Santo André
Publicação: 01/04/2026
Fotos: José Paulo Cardeal da Câmara Municipal de Santo André e Mídia Consulte
Para dar visibilidade às lutas dos
profissionais da Educação e às reivindicações da Campanha Salarial,
o Sindserv Santo André mobilizou categorias da Educação que lotaram
o auditório da Câmara Municipal de Santo André, na terça-feira, dia
31 de março. Participaram ADIs (Agentes de Desenvolvimento
Infantil), AIEs (Agentes de Inclusão Escolar) e MIDs (Monitores de
Inclusão Digital), que trabalham nas creches e escolas da rede
municipal.
A diretora do Sindserv Santo André, a professora Gabriela Mousse,
afirmou na Tribuna Livre que os AIEs, que atuam diretamente com
crianças com deficiência, enfrentam sobrecarga, falta de estrutura
e ausência de políticas efetivas. (Foto: José Paulo
Cardeal)

“É uma falsa inclusão! A gente vai denunciar aqui quantas vezes for necessário. Eles estão lá na ponta sofrendo”, afirmou.
Após essa fala e das
manifestações das mães atípicas, os vereadores se comprometeram a
criar, na próxima sessão, uma Comissão sobre Educação Inclusiva
para debater as pautas dos profissionais e das famílias.

“Essa Comissão é resultado da nossa luta e pressão. Vamos participar e encaminhar as demandas dos AIEs. Sabemos a realidade dos trabalhadores do chão da sala de aula. Precisamos da contratação emergencial desses profissionais, da abertura de concurso público para essa função e da implementação das 30 horas para os AIEs. Com vontade política, dá para fazer, basta querer. Eles estão sem saúde, precisamos dessa valorização. AIE, vem com a gente, não desista da luta”, frisa a diretora, professora Daisy Dias. (Foto: José Paulo Cardeal)
Chamamento de 15 MIDs aprovados no último concurso
Após diálogo com o Sindserv, a Secretaria de Educação anunciou que irá chamar 15 MIDs aprovados no último concurso, que irão ingressar em breve nas escolas municipais.
Outro avanço foi a suspensão do modelo de reorganização anteriormente proposto pela Secretaria de Educação, que também se comprometeu a debater o tema com os profissionais.
“São avanços positivos da Secretaria de Educação, mas precisamos de muito mais. Hoje, os profissionais estão atendendo até em três unidades escolares, com condições inadequadas nos laboratórios”, ressalta a diretora, professora Daisy Dias.
ADIs: luta segue forte

A servidora e ADI da rede, Marina Gazzaneo, defendeu na Tribuna Livre a importância do reconhecimento da categoria como carreira do magistério e ressaltou que os profissionais exercem um papel fundamental nas creches e escolas municipais, atuando diretamente no cuidado, no desenvolvimento e no processo educativo das crianças.
“Estamos aqui junto com o Sindserv Santo André, que iniciou essa luta conosco. Essa lei vem para garantir dignidade e reconhecimento da importância do trabalho que realizamos diariamente nas unidades escolares”, afirmou. (Foto: José Paulo Cardeal)
Daisy Dias, diretora do
Sindicato, reforçou que a lei federal precisa ser implementada com
urgência. “Tem que cumprir. Estamos aguardando a resposta do
jurídico da Prefeitura. Esses profissionais cuidam dos bebês e das
crianças e também são professores. É uma luta histórica. Faremos
ações, atos aqui na Prefeitura, carta aberta à população, pedindo
imediatamente a implantação dessa lei. Educadoras e educadores das
creches de Santo André, vamos lutar até o fim: enquadramento já na
carreira do magistério”, frisa.

Foto: Mídia Consulte
Negociação com o prefeito Gilvan
Outro tema abordado na Tribuna Livre foi a Campanha Salarial dos servidores andreenses. A diretora do Sindserv Santo André, a professora Daisy Dias, cobrou do Executivo municipal a abertura de diálogo direto com o prefeito para tratar da reposição inflacionária e da valorização real dos salários.
Daisy destacou a urgência na retomada das negociações e reforçou que os servidores seguem trabalhando sob forte pressão e, em muitos casos, em condições precárias. “Não abriremos mão de nossos direitos. Não aceitaremos perdas salariais, defendemos a reposição integral da inflação, e a valorização profissional não pode ser discurso, precisa virar medida concreta. Nossa luta é por salário digno e condições de trabalho decentes”, finaliza.

Reclassificação e Mês da Mulher
Também participou da Tribuna Livre, a
servidora Jussara dos Anjos, paramentadora do Serviço
Funerário, que defendeu a valorização da categoria e cobrou a
reclassificação salarial, reivindicação que se arrasta há anos. A
servidora relatou que decidiu ingressar no serviço funerário após
vivenciar, na própria família, o impacto do trabalho desses
profissionais no momento do luto.
A diretora do Sindserv Santo André, Carolina Aparecida, falou
sobre o papel das mulheres servidoras públicas e alertou sobre
o combate ao assédio no trabalho. De acordo com a
dirigente, práticas como desqualificação constante, isolamento,
mudanças repentinas de função e até piadas consideradas
“inofensivas” contribuem para um ambiente hostil.
“Muitas servidoras sofrem em silêncio por medo de represálias ou prejuízos na carreira”, destacou. Ela pediu o comprometimento dos vereadores e da Prefeitura para que as servidoras tenham um ambiente de trabalho seguro.

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