Santo André, * *

COVID-19: Sindicato pede urgência à Prefeitura sobre testes PCR para servidores da saúde
O Sindicato também alerta a importância de realizar os testes nos profissionais assintomáticos, porque podem transmitir o vírus para seus familiares, porque não irão saber se estão ou não infectados.

Por: Viviane Barbosa, Redação Sindserv Santo André
Publicação: 11/05/2020

Imagem de COVID-19: Sindicato pede urgência à Prefeitura sobre testes PCR para servidores da saúde

O Sindserv Santo André protocolou nesta segunda-feira (11) ofício ao gabinete do Prefeito Paulo Serra e ao Secretário de Saúde, Marcio Chaves, pedindo que seja realizado com o máximo de urgência os testes de PCR (proteína C-reativa) para todos os servidores que estão trabalhando na linha de frente no combate à COVID-19.

Na última quinta-feira (7), o Sindicato já havia acionado a Secretaria de Saúde para obter informações sobre como funcionará a programação destes  testes, mas ainda não obteve resposta.

No ofício à Prefeitura, o Sindicato reforça que esses profissionais estão enfrentando verdadeira batalha em prol da vida de todos, quando deixam suas casas para fazer o atendimento, portanto, não podendo, sequer, participar do isolamento e ao retornar para as suas famílias, carregam grande carga de angústia, muitos optando por ficar em locais fora de suas residências, para diminuir o risco de contágio dos próprios familiares.

“A demora em testar os profissionais da saúde que estão na linha de frente no enfrentamento ao novo coronavírus (COVID-19) aumentará o risco de contaminação não só desses profissionais, mas, de todos os pacientes sob seus cuidados”, destaca documento assinado pelo Representante Legal do Sindicato, Durval Ludovico Silva.

O Sindicato exige celeridade da Prefeitura e da Secretaria de Saúde para a realização emergencial dos testes a fim de evitar que o problema possa se agravar.

Alerta e Denúncia

O Sindicato também alerta a importância de realizar os testes nos profissionais assintomáticos, porque podem transmitir o vírus para seus familiares, porque não irão saber se estão ou não infectados. É importante que todos os profissionais assintomáticos que estão na linha de frente façam os testes.

O Sindicato recebeu denúncias de que os profissionais da saúde estão sendo proibidos de serem atendidos no CHM (Centro Hospitalar Municipal). É o que mostra o comunicado (abaixo) assinado pela Diretora Geral, Dra Maria Odila, e pelos diretores clínico, Dr André Augusto Pinto e técnico, Dr. Sergio Murilo M. de Souza, datado do dia 25 de março.  O texto informa “os funcionários e prestadores de empresas terceirizadas que necessitarem de atendimento médico deverão ser atendidos nas UPA`s”.

Ainda segundo o comunicado só serão atendidos casos "extrema urgência" no PS do CHM (acidentes de trabalho e trauma).

Para o Sindicato, essa situação é inadmissível porque os profissionais que se sentirem mal terão que sair do plantão e procurar atendimento nas UPA`s.

“Os profissionais cuidam dos pacientes todo o plantão e quando precisam de atendimento são obrigados a se locomoverem para outras unidades é um absurdo”, reforça Direção do Sindicato.

Pedido de abono completa um mês

Nesta segunda-feira (11/5) completa um mês e uma semana, que o Sindserv Santo André protocolou  ao gabinete do Prefeito, Paulo Serra (PSDB), o pedido de um abono salarial para todos os trabalhadores e trabalhadoras da saúde, segurança (GCM) e demais setores que estão trabalhando na linha de frente no combate à pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

Prefeituras vizinhas, como São Caetano e São Paulo, já anunciaram pagamento de bônus aos profissionais da saúde que oscilam de R$ 800 e R$  5.388.

No documento apresentado a Paulo Serra, o Sindicato relata que está preocupado com a situação precária que estes servidores estão envolvidos no atendimento em situação de risco elevado, submetidos a exaustivas jornadas de trabalho.

“Esses servidores de forma heroica mantêm o atendimento vital à população de nossa cidade, colocando em risco à própria vida e de seus familiares diante da ampliação do risco de contaminação pelo coronavírus, portanto, fazem jus a receber não só reconhecimento por parte da Administração, quando a inestimável contribuição”, frisa o documento, assinado pelo Representante Legal do Sindicato, Durval Ludovico Silva.

Proposta do Abono

O Sindserv Santo André propôs  ao Executivo a minuta de Projeto de Lei que estipula que o abono salarial não seja inferior a 1 salário mínimo nacional. Os servidores contemplados seriam: todos que trabalham nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos hospitais municipais da administração direta e indireta, na segurança (GCM) e também os profissionais que estão trabalhando nesse período para combater a propagação desse vírus mortal, do coronavírus.

O Sindicato reforça à Prefeitura que reconheça e valorize a importância desses servidores que, com carinho e dedicação, estão à frente do  atendimento de toda população de Santo André neste momento de pandemia da COVID-19.

 


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